Técnicas de Animação e Integração de Grupo

e Arca e Pastas de Material Didáctico

 Autor: Luís Aguilar

 

Concepção gráfica: Vitália Rodrigues

Preço: 750,00 Euros


 

A presente proposta enquadra-se na rubrica relativa à Preparação da Acção, destinada a despesas com a concepção de programas e publicação de manuais. Neste contexto, propõe-se a elaboração de um Manual de Técnicas de Animação e Integração- Actividades Iniciais e Arca e Pastas de Material Didáctico que o acompanham, para apoio aos professores dos vários cursos da Escola Profissional Cândido Guerreiro, que tenham a seu cargo a integração dos alunos na Escola, no Curso e no Meio e o estabelecimento do diagnóstico de cada aluno e de cada grupo de formação, à entrada na escola e início da formação profissional. Nas sucessivas avaliações da qualidade da formação que tive a incumbência de fazer em 1996, 97 e 98 os professores e estudantes consideraram, então, que o primeiro momento do curso, o do acolhimento influi decisivamente o ambiente, as relações interpessoais, o grau de confiança, etc. Ainda que muitas vezes imperceptível para os participantes que se encontram, geralmente, muito centrados nas suas expectativas, os primeiros momentos de uma formação, de uma animação, determinam o estilo da comunicação entre as pessoas, a maior e a menor confiança que se estabelece entre elas. Os naturais sentimentos de insegurança ou de ansiedade que experimentam alguns dos participantes e os mecanismos de defesa, que trazem consigo no início de uma formação em grupo, devem ser atenuados pela animação, leia-se, criação de situações, a fim de permitir modos de comunicação apropriados à motivação, às aprendizagens e às mudanças pessoais. Nestas condições, torna-se indispensável definir modos de acolhimento das pessoas e de proporcionar contactos positivos entre si, entre elas e o formador. A sua criatividade e o respectivo desenvolvimento não podem ser deixados à improvisação ou a um empirismo rotineiro e formalista. As actividades a realizar no início de um curso de formação profissional e as acções de integração dos formandos na escola profissional são importantes. Nessa altura, os estudantes encontram-se num estado de grande receptividade e Este manual, tipo guião de actividades e a Arca e Pastas de Material Didáctico que o acompanham, para além do uso interno, na Escola Profissional Cândido Guerreiro, poderá constituir uma importante referência para a prática e teoria de uma matéria que é inevitavelmente encarada, como uma nova abordagem pedagógica no nosso país. Pudemos observar no tempo em que leccionámos na Escola Profissional Cândido Guerreiro, em Alte, que, do primeiro encontro dos estudantes com a Escola, depende em boa parte o sucesso ou insucesso da actividade pedagógica a desenvolver em todo o curso.

As actividades que incluímos no manual e os recursos técnico didácticos que o acompanham têm como primeiro objectivo, quebrar o gelo inicial que os estudantes manifestam no início da sua actividade na escola, na turma no grupo; o segundo objectivo consiste em proporcionar o contacto dos estudantes com a metodologia de trabalho que irá ser privilegiada ao longo de todo o curso; o terceiro objectivo é o de recolher, desde logo, dados para a elaboração de um diagnóstico de potencialidades e de dificuldades individuais e colectivas. Com as actividades descritas no manual pretende-se, sobretudo, ajudar o professor a provocar o encontro dos estudantes e, assim, mudar a forma ritualizada e muitas vezes bloqueadora, decorrente dos primeiros contactos que estabelece com um grupo, propondo-lhe retirar os indivíduos da solidão em comum em que se encontram no início do curso e pô-los em interacção, o que pressupõe alguns princípios gerais de um ensino centrado na experiência.

As experiências que se propõem, neste conjunto de material pedagógico, têm uma dupla abordagem: a vivência espontânea de situações que possibilitam hábitos e aprendizagens de trabalho em grupo e a produção concreta de material para reflexão posterior. As actividades propostas são baseadas em práticas e estratégias diversificadas, tais como: Aulas de Estudo, experiências de Dinâmica de Grupos, Trabalho por Projecto, Estudo de Casos, Simulação, Jogo de Papéis, Realização, Análise e Interpretação de Testes de Personalidade, Testes Sociométricos e outros, recolha de informação pertinente no âmbito do curriculo dos cursos das escolas profissionais e das diferentes disciplinas que o compõem.